Conferência sobre as Sociedades Desportivas em Portugal na Abreu Advogados
No passado dia 21 de
fevereiro marcámos presença na conferência organizada pela Abreu Advogados.
A discussão centrou-se na natureza e estado atual das relações entre o Clube e a Sociedade Anónima Desportiva, questionando-se quem detinha efetivamente a propriedade e controlo do Clube.
A discussão centrou-se na natureza e estado atual das relações entre o Clube e a Sociedade Anónima Desportiva, questionando-se quem detinha efetivamente a propriedade e controlo do Clube.
A conferência contou com
nomes sonantes do direito, como Alexandre Miguel Mestre, Paulo de Tarso
Domingues, Maria de Fátima Ribeiro e Ricardo Costa. Embora com diferentes
entendimentos sobre o tema, foram unânimes quanto à necessidade de uma
alteração ao quadro normativo vigente para as Sociedade Anónimas Desportivas.
Será que deve ser
obrigatório ao Clube constituir uma SAD se pretende participar em competições
profissionais nas principais ligas? Esta decisão poderá ser facultativa como
acontece, por exemplo, em Espanha?
Na plateia estava Patrik
Morais de Carvalho, presidente do CF Os Belenenses. Pela sua experiência
partilhou que as SAD’s, num primeiro momento, vieram colmatar uma necessidade
de financiamento imediato e que, ao longo do tempo, quanto menor fosse a
posição do Clube na empresa, também seria retirado o controlo desportivo.
Na mesma plateia estava
presente o Administrador do Amora FC, SAD, Zuneid Sidat, que partilhou a boa
relação existente entre a direção e SAD do Amora, vendo como positiva a
convivência entre ambas as entidades se houver bom senso nas decisões que
deverão ser tomadas com base no interesse desportivo do Clube.
Não existindo uma fórmula
lógica que potencie a boa convivência ente Clube e SAD, e, idealiza-se, a
consequente melhoria desportiva e financeira, a organização teve um ponto
bastante positivo ao convidar diversos intervenientes com experiência
profissional em administrar Clubes e/ou SAD’s, que nos relataram a sua experiência
e o contexto em que se encontram, concluindo-se que cada situação deve ser entendida
em concreto e o modelo que funciona para uns poderá ser totalmente contraditório
para outros.

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